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Arquivo: Liderança & Gestão

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Por que a PepsiCo aposta no instinto humano enquanto automatiza suas fábricas

O paradoxo está sobre a mesa desde o primeiro momento. Uma empresa que opera plantas de manufatura com décadas de existência, que distribui bebidas e snacks em escala global, e que há mais de um século constrói marcas de consumo em massa, acaba de declarar publicamente que sua vantagem competitiva em talentos não vem de saber programar modelos de linguagem. Vem do hustle.

O CEO Sainte Destrói Mais Valor do que o Herdeiro em Empresas Familiares

Existe um mito bem estabelecido na literatura de negócios: quando uma empresa familiar fracassa em sua transição de liderança, a culpa recai sobre o sucessor. Os dados da McKinsey sobre mais de 200 empresas familiares em 50 países e 10 setores sugerem que essa premissa estava apontando para o alvo errado. As empresas estudadas registram, em média, uma queda de 5,7 pontos percentuais nos retornos para os acionistas nos cinco anos posteriores a uma transição de liderança.

Por que as escolas de negócios estão entrando no território onde os bancos privados cobravam sem concorrência

Há um momento particular na vida de uma família empresarial que os bancos privados aprenderam a reconhecer antes de qualquer um: o instante em que o fundador começa a olhar para seus filhos com uma mistura de orgulho e preocupação. Esse momento é, há décadas, o centro gravitacional de um negócio altamente rentável e quase sem concorrência formal. As escolas de negócios passaram anos observando esse território de fora. Agora estão dentro.

Por que 70% das transformações organizacionais falham antes de começar

Existe uma estatística que circula há décadas em salas de reunião sem provocar o desconforto que merece: entre 60 e 75 por cento dos grandes processos de transformação organizacional fracassam ou ficam muito aquém de seus objetivos declarados. O dado não é novo. O que é novo — ou deveria ser — é começar a levá-lo a sério como um sintoma de algo estrutural na maneira como a liderança concebe a mudança.

O teto que as empresas familiares constroem com o próprio sobrenome

Existe uma barreira invisível que não aparece em nenhum organograma, não consta em nenhum regulamento interno e raramente é mencionada nos processos seletivos. No entanto, existe com a precisão de uma política escrita. Chama-se o teto do sobrenome: a percepção — muitas vezes correta — de que em uma empresa familiar os cargos de maior responsabilidade têm dono antes mesmo de o processo começar.

UCLA Anderson aposta em imóveis e esportes antes de seus alunos se formarem em negócios convencionais

Há um momento no ciclo de vida de uma escola de negócios em que expandir a oferta acadêmica deixa de ser um gesto cosmético e se torna uma declaração de posicionamento institucional. A UCLA Anderson School of Management cruzou esse limiar em abril de 2026, quando anunciou o lançamento de duas novas especializações de graduação — chamadas minors — em Imóveis e em Liderança e Gestão Esportiva. Com isso, a Anderson passa de duas especializações secundárias para quatro, ampliando de forma deliberada o perímetro do que considera formação gerencial de base.

Por que o turismo de experiências está reescrevendo as regras do negócio de viagens

O CEO de um grupo de gestão de viagens aparece na televisão para falar sobre tendências do setor e, nos primeiros minutos, diz algo que deveria incomodar mais de um executivo na indústria: a demanda não está mudando de destino, está mudando de razão de ser. Abel Zhao, CEO do grupo CSTS Enterprises, descreveu à CNBC como as viagens lideradas pela experiência estão deslocando os padrões de demanda tradicionais. Não disse isso como uma observação acadêmica.

Quando o fundador se torna o gargalo da própria empresa

Måns Jacobsson Hosk passou uma década construindo a Kurppa Hosk ao lado de Thomas Kurppa até transformá-la em uma agência criativa reconhecida globalmente. Não houve escândalo, nem colapso financeiro, nem conselho de administração que o empurrasse para a saída. O que houve foi algo menos dramático e, precisamente por isso, mais difícil de diagnosticar: a empresa havia deixado de crescer na velocidade que poderia, e a razão tinha nome e sobrenome.

A IA generativa bate de frente com o limite que nenhum executivo quer enxergar

Há uma aposta que se repete em quase todo conselho de administração que passou dois anos falando sobre inteligência artificial: a de que a tecnologia permitirá a qualquer profissional fazer o trabalho de qualquer outro, com qualidade suficiente para justificar a reorganização de talentos. É uma aposta que soa bem no papel. E é, segundo novas evidências experimentais, parcialmente equivocada de uma forma que tem consequências diretas para a estratégia de pessoas.